A Importância de Dar e Receber Feedback: Regras, Técnica e o Que Não Pode Faltar!

Não é de hoje que o termo feedback é conhecido como uma ação de desenvolvimento para mudar um futuro desejado dentro do ambiente corporativo. A intensidade de qualquer relacionamento depende diretamente da qualidade, quantidade e cordialidade de feedbacks dados em sua existência. O contato visual também é muito importante, mas a ausência de simples palavras, indicações e orientações sobre determinada situação ou dúvida soam como um castigo psicológico para pessoas que necessitam receber mais do que outras.

No trabalho, o gestor deve criar um clima de respeito e reciprocidade para promover um bom feedback, uma vez que essa retroalimentação de informações geram também sentimentos positivos e negativos, que podem afetar drasticamente o comportamento e resultado de cada envolvido no processo. Na vida pessoal, os relacionamentos amorosos e afetivos entre amigos e familiares funcionam da mesma forma. É necessário observar com cautela a necessidade alheia de receber retorno, assim como saber informar quando você precisa também.

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Vejo que muitas relações entrarem em colapso por falta de feedback, assim como relações profissionais se complicam quando a informação é passada de forma distorcida. É extremamente natural confundir situações quando não há honestidade e clareza de um dos lados (somos humanos, afinal), o que leva sempre o indivíduo a tirar suas próprias conclusões dentro das experiências já vividas, sejam elas boas ou ruins. Cria-se o caos ou estabelece-se a paz. Tudo depende da qualidade do feedback dado e recebido, e nós sempre damos um jeito de estabelecer o instinto de proteção do ego. Uns tornam-se mais arrogantes, outros ignorantes, outros até indiferentes. 

REGRAS PARA DAR UM BOM FEEDBACK

Preferencialmente, planeje o feedback analisando caso a caso e seja específico, não genérico. Quanto mais concreto forem os motivos de pontuar determinada situação e esclarece-la, mais útil será para você e para a pessoa envolvida. Seja descritivo e tente evitar suposições, pois a imaginação pode ser a maior inimiga nestas horas. É preciso ter cuidado com o conteúdo e a forma de dar o feedback, portanto seja oportuno para que haja aproveitamento. Compartilhe ideias e informações, não conselhos indesejados. Pontue aquilo que você enxerga e escute o que o outro lado tem para dizer. Não é uma briga ou competição de quem está certo, mas sim uma troca para explorar alternativas e não procurar respostas e motivos. Descreva algo real sobre a pessoa, que possa motiva-la ou desafia-la positivamente, mas não critique! Concentre-se nas informações que estão sendo trocadas e que podem ser utilizadas pelo bem comum. Comece pelos pontos fortes…

O feedback, se encarado naturalmente em todas as relações humanas, é um presente para o desenvolvimento e crescimento pessoal e profissional da sociedade.

TÉCNICA SANDUÍCHE

Existem diversas técnicas, mas acredito que esta seja a melhor aplicável nas relações pessoais e profissionais. Encare esse momento como uma conversa. Estabeleça um dia e horário para que isso aconteça e nunca esqueça de começar falando algo positivo sobre a performance e característica da pessoa. Reconheça uma atitude ou valor positivo, para depois falar do que não é tão positivo ou o que há uma oportunidade de melhorar. Finalize encorajando a pessoa, não a desmotivando. Evite dizer frases como “eu acho que você deveria fazer…”, “o fulano acha que você…”

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Não importa a crença ou a experiência, pouco se sabe da realidade dos outros! Seja específico, porém neutro nas suas conclusões. Ajude a pessoa a enxergar o que tem de bom e o que pode melhorar. Incentive que ela procure as respostas com clareza dentro de si e entenda que tanto ela, como você, tem condições de fazer melhor. Se der certo, mérito dela por ter insistido e confiado. Se der errado, mais um oportunidade dela ajustar o caminho e nada disso é culpa sua!

Aqui abro um parênteses para contar que eu e o Douglas praticamos feedback todas as Quartas-Feiras à noite, o que chamamos de “Reunião de Planejamento”. Neste dia, nos disponibilizamos um para o outro, para conversar sobre projetos, finanças, nosso relacionamento, nossas metas, pagamento de contas, pontos a melhorar, conquistas etc. É libertador poder conversar com alguém de confiança e alinhar informações que na correria da semana – e da vida – acabam passando despercebidas. É a retroalimentação da relação funcionando para o nosso crescimento pessoal e profissional, o que faz muita diferença na saúde mental e física da nossa relação.

Seja realista! Ambos os lados erram e sempre haverá um momento oportuno para uma boa conversa. Abra caminho e convide a pessoa para alinhar pontos que estão à desejar para você. Crie a oportunidade do feedback nas suas relações pessoais e profissionais. Caso um dos lados mostre-se avesso ou indiferente ao seu convite, entenda que o feedback também é dado através do comportamento. Observe, avalie e entenda que o que não fizer mais sentido alimentar, é porque o ciclo fechou ou a pessoa não está preparada para receber naquele momento.

Lembre-se: Uns tem mais necessidades do que os outros de compreender e decifrar informações ditas, escritas e vistas! Ajude para ser ajudado.

O QUE NÃO PODE FALTAR

No processo como um todo, seja no âmbito pessoal ou profissional, é preciso haver objetivo e metas claras do que deve ser melhorado. Se você está dando o feedback, especifique a meta de melhoria, ouça as ideias do que será feito pela pessoa que está recebendo e combine o acompanhamento da realização. Se for importante para você o crescimento desta pessoa e o seu, trabalhem juntos e não contra!


Espero muito que vocês tenham curtido esse momento reflexão e de troca. Gosto muito de trazer percepções e vivências aqui nas páginas do blog e espero que vocês aproveitem da melhor maneira possível. Dúvidas e sugestões de textos, deixem nos comentários aqui pra mim. Beijos e boa semana à todos!

Imagens: Reprodução

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